Escolher o aparelho de doppler certo para sua clínica de radiologia pode parecer complicado, mas não se preocupe, estamos aqui para ajudar!
Com tantas opções e funcionalidades diferentes, é normal ficar em dúvida sobre qual aparelho vai atender melhor as suas necessidades.
Neste post, vamos te guiar pelos principais pontos que você precisa levar em conta, de forma simples e direta, para que você faça uma boa escolha.
9 dicas para escolher um bom aparelho de doppler
1. Defina o uso do equipamento
Na hora de escolher o aparelho de doppler certo para o seu CDI, é essencial entender bem como ele será utilizado no dia a dia. Para ajudar, aqui estão alguns pontos para você avaliar as necessidades da sua clínica:
- Problemas de coração e vasos: sua clínica realiza exames para detectar flebite, aneurismas ou sopros cardíacos?
- Circulação nos órgãos: o doppler será usado para analisar o fluxo sanguíneo em órgãos específicos?
- Acompanhamento de cirurgias: o equipamento será necessário para monitorar o fluxo durante procedimentos cirúrgicos?
- Exames na gravidez: você precisa usar o doppler para ouvir os batimentos do bebê e da mãe?
- Exames cerebrais: a clínica realiza exames para detectar embolias ou monitorar traumas cerebrais?
Saber quais exames são mais comuns na sua clínica ajudará a escolher um aparelho de doppler que atenda perfeitamente às suas necessidades, sem deixar de lado nenhuma função essencial.
2. Conheça os tipos de aparelhos de doppler disponíveis no mercado
Existem diferentes tipos de aparelhos de Doppler, e cada um é feito para analisar o fluxo sanguíneo de um jeito diferente, dependendo do exame que será feito. Vamos entender melhor os principais tipos:
Doppler acústico:
O aparelho de doppler acústico transforma as informações sobre o fluxo sanguíneo em sons. Quando a onda passa pelo sangue e volta, a diferença no som nos dá uma ideia da velocidade do sangue. Um exemplo é o doppler transcraniano.
Doppler espectral:
O Doppler espectral utiliza algoritmos avançados, como a Transformada Rápida de Fourier (FFT), para analisar os sinais de Doppler. O resultado dessa análise é um gráfico que representa a velocidade do fluxo sanguíneo ao longo do tempo. No gráfico o eixo horizontal indica a velocidade do fluxo, enquanto o eixo vertical mostra a quantidade de sangue em movimento.
Existem dois tipos principais de Doppler espectral: contínuo e pulsado.
- Contínuo: dois transdutores são usados: um para emitir ondas sonoras e outro para receber as ondas refletidas.
- Pulsado: emite pulsos de ultrassom em intervalos regulares e escuta as ondas refletidas durante esses intervalos.
Doppler colorido (ou a cores):
Usa o ultrassom, que é acoplado ao Doppler, permitindo mapear os vasos sanguíneos com cores.
A codificação das cores indica a direção do fluxo sanguíneo: o vermelho é usado para representar o fluxo que vai em direção à sonda e o azul para o fluxo que se afasta.
Além disso, variações de velocidade do fluxo são representadas por tonalidades mais claras, como amarelo e verde, e quanto maior a velocidade do sangue, mais clara é a cor.
O aparelho de doppler colorido é muito útil para analisar a hemodinâmica do corpo de maneira não invasiva, sendo capaz de avaliar tanto a parte funcional (como a intensidade do fluxo) quanto a morfológica (a anatomia dos órgãos e vasos).
Além disso, ele não utiliza radiação, o que o torna seguro, inclusive para mulheres grávidas.
- Você vai gostar de saber: Aprenda a escolher uma máquina de tomografia para sua clínica de imagem
3. Entender a diferença entre os aparelhos de Doppler unidirecional e bidirecional
Ao escolher o aparelho de Doppler, o radiologista deve estar atento à diferença entre os modelos unidirecional e bidirecional:
- Doppler unidirecional: Indicado para analisar o fluxo sanguíneo em uma única direção, como nas artérias.
- Doppler bidirecional: Ideal para medir o fluxo sanguíneo que vai em ambas as direções, como nas veias, onde o sangue pode inverter seu trajeto.
4. Avalie a qualidade da imagem
A qualidade da imagem é fundamental para garantir um diagnóstico preciso. Ao escolher um aparelho, procure por:
- Alta Resolução: imagens claras que ajudam a ver todos os detalhes anatômicos;
- Tecnologia de imagem avançada: como Doppler Colorido que facilita a diferenciação entre fluxos sanguíneos normais e anormais.
Além disso, é bom verificar se o aparelho permite ajustes manuais de brilho, contraste e ganho. Isso pode melhorar bastante a qualidade das imagens durante o exame.
5. Considere a ergonomia e facilidade de uso
O design do equipamento também faz toda a diferença na rotina do profissional. Um aparelho de doppler confortável e fácil de usar facilita o trabalho e torna o exame mais tranquilo para o paciente. Fique atento a:
- Mobilidade: equipamentos com rodas ou mais leves são ótimos para mover entre as salas com facilidade;
- Interface intuitiva: um painel de controle simples de entender e usar, que ajuda a ajustar as configurações rapidamente durante o exame.
Certifique-se também de que o fabricante oferece treinamento para a equipe, para que todos saibam como usar o equipamento corretamente e de forma eficiente.
6. Verifique os recursos tecnológicos
Os transdutores e o software são muito importantes para a qualidade do exame. Por isso, verifique se o aparelho oferece:
- Variedade de transdutores: um bom aparelho tem transdutores para diferentes aplicações, como os convexos, lineares e setoriais;
- Tecnologia avançada nos transdutores: como transdutores com banda larga, que ajudam a melhorar a qualidade da imagem.
7. Integração com software avançados
Ao escolher um aparelho de Doppler, é fundamental garantir que ele se integre com sistemas avançados como Animati PACS, Animati Workstation e netRIS.
A integração com o Animati PACS permite armazenar e acessar imagens rapidamente, com total segurança.
A compatibilidade com o Animati Workstation oferece ferramentas para análise detalhada de exames de média e alta complexidade.
Já a integração com o netRIS facilita o gerenciamento de informações do paciente e agendamentos, tornando todo o fluxo de trabalho mais eficiente e sem erros.
8. Analise o custo-benefício
Equipamentos de doppler mais avançados podem ter custos de manutenção mais altos, mas também tendem a durar mais, o que evita substituições frequentes. Além disso, veja se há opções de financiamento ou leasing e as garantias oferecidas pelo fabricante.
9. Consulte opiniões de usuários
Conversar com outros profissionais e buscar opiniões em fóruns online pode te dar uma visão real sobre o desempenho de certos aparelhos. E se possível, peça uma demonstração do equipamento antes de comprar para ver na prática como ele funciona e a qualidade das imagens.
O seu centro de diagnóstico pode ser mais ágil e preciso!
O seu CDI enfrenta desafios com a gestão e acesso rápido aos exames de imagens? Descubra como Animati PACS, Workstation e RIS podem integrar todos os seus sistemas, garantindo mais agilidade, segurança e precisão no diagnóstico. Solicite uma demonstração e mude para melhor a forma como você gerencia seus exames.
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